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Jesus Cristo é Nossa Esperança

Às vezes paramos para refletir, para falar ou para ouvir as pessoas que fazem parte ou não do nosso círculo de amizade e os assuntos são muitos e diversificados como: política; economia; trabalho; cena das novelas e o próximo capítulo; quem será a “vítima” do milésimo gol do baixinho Romário e se vai ter volta olímpica ou não; esportes em geral; violência; onda de seqüestros; segurança; educação; ecologia; questões energéticas; aquecimento global do planeta; visita do papa Bento XVI a São Paulo; religião... É claro que levaria uma eternidade para discuti-los em profundidade. Cada um, segundo a percepção que tem dos fatos, opina, acha isto ou aquilo, dá sugestões, aponta caminhos ou receitas para resolver as contradições e os problemas do mundo.

Existem questões sobre as quais evitamos falar e, por serem difíceis, ficam exiladas nos labirintos do pensamento como mecanismo de defesa ou talvez porque não temos uma resposta à altura do que elas representam: Qual é o futuro da humanidade? De onde viemos? Quem somos e para onde vamos? Para muitos são enigmas sem respostas, ressaltando-se que a única certeza é que vamos morrer um dia.

É admirável e comovente a atitude das pessoas simples e humildes porque elas vêem a vida com os olhos e a sabedoria de Deus. Para elas a vida vem do Criador e retorna para Ele. Em qualquer circunstância, nós as ouvimos dizer esta frase confortante: “Se Deus quiser”, como sinônimo de bênção e de proteção divinas que acompanham a cada um de nós em todos os momentos da vida. Um dia Jesus as elogiou na presença do Pai: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Mt 11, 25-26).

 Qual é o sentido da vida e da nossa esperança? Para nós cristãos, a resposta está na pessoa de Jesus Cristo; sempre fiel ao Pai, fazendo a sua vontade. Ele não decepcionou o Pai; viveu intensamente para Ele: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (Jo 4, 34). Em Jesus, podemos confiar plenamente porque Ele não está “nunca no mesmo nível que os homens. Ele vive sempre ao lado de Deus, em comunhão com o Pai, e vem a nós como enviado, trazendo-nos o dom do amor e da vida que o Pai oferece. Ele é a fonte e o conteúdo de nossa esperança.” (A Vida Nova - Fé, Esperança e Caridade - Manuel Díaz Mateos, pg 198, Ed Vozes).

A misericórdia é infinita e sua ação liberta os hebreus da escravidão do Egito dando-lhes uma consciência de povo, de unidade e de liberdade, conduzindo-os para a terra prometida onde corre leite e mel (Ex 12, 1-14). É a primeira páscoa que significa passagem e prefiguração da Páscoa Cristã.

 Diante da morte de Jesus crucificado perguntemo-nos: qual é o verdadeiro sentido da cruz? A cruz de Jesus Cristo não é qualquer cruz, ela revela a solidariedade, a sua doação e entrega total ao Pai para que pudéssemos receber em plenitude o fruto da ressurreição: a vida nova. Ela traz um sentido forte de esperança, “porque oferece o protesto de Deus contra o sofrimento e a morte do homem. Ao ressuscitar Jesus, condenado pelos homens, Deus não se resigna ao triunfo da morte. Quem aceita a amizade que Deus oferece na cruz não pode viver em amizade com o mundo que mata. A cruz não é resignação mas vitória na medida em que se assume solidariamente a cruz para destruir a morte e fazer a vida triunfar” (Manuel Díaz Mateos, o.c., pg 200).

A ressurreição de Jesus revela o poder de Deus que o livra dos laços da morte dando-lhe vida para nunca mais morrer; por uma forma de vida nova, transfigurada e gloriosa, da qual são beneficiários os que fazem a vontade do Pai.
Sabendo que o Criador, fonte e origem da vida, nos criou segundo a sua imagem e semelhança, temos razões para transformar este mundo que se distanciou do seu Criador em um “um novo céu e uma nova terra” fazendo brilhar a santidade, o amor, a justiça, a paz e o perdão em todos os setores da sociedade como frutos da Ressurreição de Jesus Cristo. Desta forma, “Deus, por seu poder, faz o ser humano aceder a uma nova relação com o cosmo e com o outro, de tal sorte que a primeira forma de existência não seja negada, mas exaltada. A vitória sobre a morte será concedida àquele que foi fiel à imagem de Deus, de viver a intensidade da comunicação, da alegria e da beleza que ela encerra” (Christian Duquoc - Cristologia, ensaio dogmático Vol 11, O Messias, pg 229 - Edições Loyola).

Despeço-me de você na certeza de que Jesus Cristo é nossa esperança e devemos aprender Dele as lições do Reino de Deus, porque Ele é o caminho da esperança, da verdade e da vida.
Feliz Páscoa! “Páscoa que abre as portas do Paraíso, Páscoa que a todos os fiéis santifica”.

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